segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Linguagem e despropósito


Arte pra que?
Quem come poesia?
Por que melodias?

A poesia do coração cheio
Pela arte, o estômago vazio
O traço do braço vadio
O compasso dos dedos trastejantes

Destratantes de cordas e versos
A crise alimenta a poiética
A arte se é ética ou estética,
se mescla a devaneios errantes

Inconstantes métricas dilaceradas
Dissonâncias de acordes conflitantes

Se vale ou não vale...

Se a mente tanto fala e não bate
O coração tanto treme que se mantém calado

poesia é caroço, é ação
é coração em mil decibéis
razão nos compassos binários
dos traços revoltos

couraça de estética na ética dos sentimentos
por isso linguagem
por isso humano
por isso útil



Natal, 14.09.09

Renan Ramalho



9 comentários:

juju_doxinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jéh disse...

'ele escreve... eu viajo'

Renan Ramalho disse...

Oxe, ta aparecendo ai a mensagem dizendo que eu removi um comentário, mas não removi coisa nenhuma. Se alguém tiver escrito algo e não esteja mais vendo aqui, não se chateie. Você não foi alvo de censurar, mas da espontaneidade de uma falha digital.

jeh disse...

ushushsuh' eu que fiz um comentário e excluir, eu sou o "autor" sitado.. uhsushush
bju

Mima disse...

Posso usar esse poema no meu blog? Posso usa-lo em outras coisas tbm? Posso divulga-lo? Prometo que nao vou dizer que eh meu, hehehe.

carol disse...

Muito bom! Gostei do seu conceito!

Anderson Cruz disse...

Muito bom o texto... Parabéns,,,

Naiana Carvalho disse...

e não é assim? amei!

Naiana Carvalho disse...

Amo a poesia fácil
            Aquela que nos desvenda sem devaneios
                                                                    Vai direto ao ponto!
Chega certeira na alma
             Sem frivolidades, sem necessidade de consulta etimológica
De mansinho...
... sem quase se fazer notar
                                    Faz um rebuliço gostoso
                                                         Transforma o coração sem doer
Por ser sincera...
                         ....pura...
                                      ... leve
Como toda boa poesia deve ser.

Por isto a amo.

                                                                     Com sutileza, pousa gentil
É agradável não apenas ao coração e à alma,
Mas aos olhos,  
                         ouvidos
                                       e paladar.

Carrega em si um desejo besta por uma vida apenas necessária
Sem firulas...
Sem encargos...
Apenas o necessário
Dando ao fundamental todo o seu real valor.

Amo-a por me fazer sempre lembrar que o mundo não precisa de minha ínfima presença para rodar
             E assim me tira os fardos
Dando-me ainda mais prazer em estar aqui.

Ah! Como eu amo a poesia.
Aquela que não precisa de temas,
                                                           regras,
                                                                           motivos.

Ela não nasce, pois, para que surja não se faz preciso esforço algum,
                                                                                         - dispensa pautas e escrivaninhas -
                  ou qualquer tempo de espera para maturar.
Ela apenas brota
Mina
É livre para ir aonde quiser
                                pois não se sabe ao certo de onde vem.

E assim,
               Livre e brincante
Faz de minha existência frágil
                                                      Amável e desejosa
       Enchendo-a de cores e sabores
       Suspiros e ardores.